quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Elizabeth Robinson

      Atualmente, vejo muitas atletas e jogadoras de futebol que vem se destacando durante os anos e que muitas vezes se mostram mais motivadas e até resistentes do que vários jogadores e atletas masculinos. Isso tem acontecido muito recentemente por causa do seu esforço e dedicação durante seu treinamento.
Esses vários casos me fazem lembrar de Elizabeth Robinson que aos 16 anos entrou para a história dos Jogos Olímpicos nas Olimpíadas de Amsterdã em 1928 como a primeira mulher a conquistar uma medalha de ouro no atletismo. O interessante é que Betty começou seu treinamento de uma forma curiosa. Ela foi vista por um professor de Educação Física que ficou impressionado com sua velocidade enquanto tentava alcançar o ônibus e foi quando o professor lhe propôs começar um treinamento para melhorar o seu estilo.
Betty marcou 12s, igualando o recorde mundial nos Jogos de 1928 em Amsterdã onde disputava sua quarta corrida na carreira e conseguiu a vitória nos 100m rasos e na sequência a atleta ganhou uma medalha de prata no revezamento nos 4x100m rasos.
Nas competições praticadas por homens atualmente, são poucos os atletas que conseguem quebrar velhos recordes. Recordes que foram alcançados por atletas que já se encontram aposentados.
No esporte feminino é diferente. Recordes são quebrados quase todos os dias. É até possível que, no futuro, a arte nos esportes seja forte entre as mulheres.
Robinson pode ter sido uma inspiração para muitas atletas. Principalmente por causa do grave acidente aéreo que sofreu e que a levou a um coma durante sete semanas. Mesmo após esse ocorrido, voltou a treinar em 1933, depois de ficar dois anos sem poder andar. E, graças a sua força de vontade, participou dos Jogos de Berlim, em 1936, sem poder se agachar. Conseguiu ganhar uma medalha de ouro no revezamento 4x100m rasos.
É impressionante como depois de tudo que Betty passou, por conta do acidente, ela voltou a participar das Olimpíadas e a treinar duro para não somente ganhar, porém competir nos Jogos. Mesmo assim, ganhou uma medalha de ouro na sua primeira competição depois do acidente, quase impossibilitada de agachar na largada ou até mesmo andar.

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