Atitudes ecológicas e respeitosas me fazem lembrar que ainda existem pessoas boas no mundo e que não praticam boas atitudes somente para agradar alguém ou para algum interesse próprio, mas sim porque realmente se importam com esse tipo de coisa.
Por causa de uma atitude que vi um desses dias, eu me lembrei do atleta australiano Henry Pearce que, na prova do skiff simples do remo, teve um sentimento do bom senso ecológico que permeou o final do século XX.
Fiquei lisonjeado com sua atitude, porque na metade da disputa nas quartas de final, o atleta australiano parou de remar para que uma família de patos pudesse passar. Henry teve a paciência de esperar a família que atravessou bem a frente de seu barco.
Muitos ainda dizem que o mundo não tem mais esperança para que boas atitudes ainda possam ocorrer, mas vendo essas poucas atitudes que acontecem algumas vezes, pode-se dizer que ainda há chance das pessoas se redimirem. O atleta teve uma condescendência tão grande, que até arriscou perder a eliminatória para possibilitar a passagem dos patos.
Um exemplo é evidente: é muito mais bonito ver uma ação dessas em uma competição do que ganhá-la. E não me refiro a beleza da família de patos passando, mas a atitude em si.
O que é ainda mais impressionante é que depois da parada forçada e de toda a tolerância de Henry, o australiano chegou à vitória da eliminatória. E, posteriormente, ele ficaria com a medalha de ouro na decisão, o único primeiro lugar do seu país em Amsterdã de suas quatro medalhas conquistadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário